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Oito grandes empresas brasileiras que desaparecerão em até 10 anos

Oito grandes empresas brasileiras que desaparecerão em até 10 anos

Se você trabalha em alguma das empresas da lista, recomendo começar a direcionar sua carreira para outras áreas. A menos, é claro, que essas companhias enxerguem o poder das novas tecnologias e corram para se adaptar a elas.
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Uma análise rápida e informal de grandes empresas brasileiras que desaparecerão do mercado em breve. Ou porque deixarão de existir ou porque serão players insignificantes diante das novas tecnologias que surgem. Antes de prosseguir, informo que a leitura é recreativa, sem aprofundamento científico ou análise detalhada de dados. A lista conta com empresas atuantes no Estado de São Paulo e que atingem o público em geral. Algumas tem capital estrangeiro maior que o nacional, mas ainda seguem nas nossas percepções de que são tupiniquins.

NET

Há cerca de 20 anos, em uma conversa matinal com meu irmão, havia dito que a Blockbuster, gigante das locadoras no mundo, teria um fim triste e melancólico em pouco tempo. Afirmei que bastaria o controle das televisões pra escolher o que assistir, na hora em que se desejasse. Sem ter que se deslocar até um estabelecimento e torcer pela disponibilidade do título almejado. Além disso não seria preciso comprar aparelhos para decodificar fitas e discos. Mas qual a relação disso com outras grandes empresas brasileiras que desaparecerão em breve?

Não demorou muito tempo e o serviço de streaming começou timidamente a tomar conta no mercado. Hoje esse serviço vai ainda além. Ameaça também a televisão paga. Antigamente empresas como TVA e NET decidiam o que, quando e em que momento poderíamos ter acesso a algum conteúdo. Possuíam, na época, uma certeza arrogante de que controlavam o nosso calendário e horários. Exigiam e conseguiam que nos adequássemos afim de assistir aquela série e filmes que gostávamos. Quando o poder de controlar o próprio tempo para se entreter foi transferido para o consumidor, programar as atividades do dia em torno da programação de canais deixou de fazer sentido.

BÔNUS: A rede Globo que se cuide. Não levará 10 anos para desaparecer, mas também não demora muito para reduzir sua base de espectadores.

VIVO

Esta outra empresa de telecomunicações está com os dias contados, a menos que faça uma revolução. Esta e outras grandes empresas brasileiras que desaparecerão dos ramos da telecomunicação em breve. Além da redução da base de TV por assinatura, há um outro motivo vai afetar drasticamente suas operações. Em um futuro muito próximo não vamos mais precisar nos preocupar em comprar chips ou fazer planos para acessar a internet ou ligar para alguém. Novas empresas de comunicações instalarão infraestrutura nos postes e antenas já existentes capazes de emitir sinais de Wi-Fi de qualidade e velocidade acessíveis de qualquer ponto da cidades.

Com isso a contratação de serviços de telecomunicações será realizada direto na tela dos computadores, televisores, geladeiras ou smartphones. O consumidor poderá escolher planos diários, semanais, mensais, pelo período que achar mais conveniente sem ficar preso a uma única empresa. O modelo já pode ser observado em diversas cidades brasileiras e tem como exemplo aquelas redes de aeroportos onde se contrata o serviço por breves momentos ou gratuitamente após assistir alguma publicidade.

Banco Bradesco

Essa é uma das instituições financeiras que parece que ainda não entendeu a revolução digital que está acontecendo no mundo. Como correntista do banco, percebo que seus processos ainda são baseados nos mesmos modelos adotados em papel. A observação que se tem é que, para eles, tecnologia é a mera transferência de um plano impresso para um monitor. Ou seja, a troca de seis por meia dúzia, só que em uma tela de computador. Em caminho oposto enxergo o Banco Itaú, que corre atrás de entender e levar seus serviços para uma nova geração que vive em um mundo diferente.

A mentalidade das instituições financeiras ainda está voltada para aquele cliente tradicional. Portanto, acabarão ao se manterem acomodadas achando que é possível doutrinar as novas gerações para que sejam iguais às anteriores. Já é possível armazenar e utilizar créditos em etiquetas no parabrisa de carros, programas de milhagem e sites de trocas. O escambo de crédito será o futuro, no momento em que se aceitar que moedas desaparecerão de vez. Por fim, a referência monetária atingirá um patamar onde não será mais atrelada a papéis moedas emitidos por bancos centrais.

O anúncio recente da Apple de que entrará de vez no mercado financeiro, selará o fim dos bancos de varejo. Isso porque abrirá novos caminhos para que populações inteiras possam aprender a interagir com novas tecnologias de pagamento e entre si. As trocas financeiras serão realizadas diretamente, portanto eliminando a necessidade de intermediários, como acontece hoje.

Casas Bahia

Porque esta empresa deverá fazer parte de empresas brasileiras que desaparecerão? O e-commerce ainda engatinha no País, mas a tendência é pegar força e entrar de vez no cotidiano dos brasileiros. Qualquer loja que não atue com vendas por impulso e que se possa carregar na hora, como de roupas e alimentos está fadada a um fim trágico em muito breve.

O que acontecerá será a abertura de show-rooms de marcas de eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e qualquer outro produto que não podemos carregar na sacola. A vantagem destes espaços será a ambientação que induzirá os consumidores a optar pela fabricante. Neste texto que escrevi há pouco tempo falo sobre projetos comerciais do futuro. Fabricantes que não investirem em se colocar na realidade do consumidor e demonstrar que um outro produto devem fazer parte da sua vida terão menos sucesso. Com isso, lojas como as Casas Bahia não serão mais necessárias, a menos que se tornem um show-room multimarcas. Um parque de diversões para os olhos e experiências dos compradores, que ao final da visita utilizarão o smartphone para concretizar a compra onde o preço for mais vantajoso e com melhores condições de pagamento.

Jornal O Estado de São Paulo

O que se percebia no passado era uma comunicação jornalística temporal. A duração da notícia e seu impacto dependia da memória de quem se aventurava a ler as diversas páginas recheada de conteúdo e publicidade do periódico. O investimento necessário para levar notícias ao público era alto e poucos tinham condições de noticiar ou receber a notícia. Não precisa se aprofundar muito para perceber que isso mudou drasticamente nos últimos anos. O jornal deixou de ser um físico para se tornar um produtor de conteúdo. Ou pelo menos assim deveria ser. No caso do Estadão não vejo a produção desse conteúdo com tanta garra. Isso é o contrário do que a Folha de São Paulo faz. Primeiro que o grupo UOL saiu na frente quando viu a possibilidade de também se tornar um gigante da internet, atuando no mercado financeiro com o pagseguro.

Não se enxerga um diálogo entre jornais e pessoas. A tecnologia deu voz as pessoas, que agora estão habilitadas a emitir opiniões e pontos de vista. Jornais que seguirem sendo monólogos e não se atualizarem conformem recebem opiniões para chegar a um senso comum vão perder cada vez mais espaço.

Zap Imóveis

O site que até pouco tempo atrás utilizava opiniões de leigos e sem aprofundamento para dizer o quanto valem os imóveis nas cidades também deve ter um fim próximo. A metodologia da empresa é como aquela dieta de revista semanal. Sabe quando se está no caixa do mercado e lê aquela chamada dizendo “perca 10 quilos em um mês?” É exatamente isso que o site faz. Assim como o corpo humano, imóveis tem estruturas particularidades que os tornam únicos. O estado de conservação e manutenção faz com que apartamentos no mesmo andar de um prédio tenham preços completamente diferentes. O site declara que preços de metro quadrado de uma região ou bairro são o mesmo para todos os imóveis. Isso não leva em consideração as individualidades de cada propriedade.

Sites como o AppRaiser conseguiram enxergar esta as falhas e trabalham com uma metodologia mais segura para sugerir informações de preços às pessoas na hora de interagir com o mercado imobiliário. Em uma troca de mensagens recentes, o coordenador de pesquisas do Zap Imóveis afirmou que a assimetria de informações é normal. Apesar de ser uma prática comum no mundo, só é favorecido quem detém a informação. Uma das partes é prejudicada. Infelizmente esse é o caso de grande parte de quem compra, venda ou aluga imóveis. A tecnologia veio para nivelar estas informações e portanto deve causar uma revolução no mercado.

Localiza Rent a Car

A empresa é uma referência de bom atendimento e prestação de serviços com qualidade. Por isso é uma pena acreditar quem até 10 anos a empresa deverá ser completamente diferente. Ou se modifica ou será uma das grandes empresas brasileiras que desaparecerão em breve. Tecnologias já permitem que se alugue um carro sem ter que precisar se deslocar até um balcão. O ato de passar pela burocracia existente devem por um fim ao modelo de negócio da empresa. Geralmente se perde de uma a duas horas no processo de alugar ou devolver um carro. Isso porque não é só chegar ao balcão, mas se deslocar até a empresa entra na conta de horas. Tentativas mais recentes de acelerar esse processo são válidas, mas com nossos tempos finalmente valorizados isso ainda é um problema.

Entretanto, a empresa conseguiu se alinhar à uma demanda crescente de locadores gerada pelos aplicativos de carona. Uber, 99 e Cabify criaram uma leva de prestadores de serviço e potenciais clientes que deram fôlego à empresa. Ponto positivo e que deverá tirar a Localiza dessa lista em breve.

Ambev

Ou Interbev, tupolev ou qualquer outro nome que tiver agora. No departamento de cervejas a empresa está fadada a virar uma distribuidora de bebidas e não mais uma fabricante. Marcas que no passado era um referência em qualidade hoje estão sendo obrigadas a se reinventar. Pequenos produtores que conseguem dar qualidade aos produtos encontraram nas tecnologias um canal excelente para distribuição. Cervejas mais caras, porém produzidas com mais preocupação com o consumidor devem diminuir o mercado dessa gigante em breve. Em nota pessoal, apesar do esforço, acho que a SKOL continua descendo redondo, assim como dejetos no vaso sanitário.

BÔNUS: Alguém mais reparou que no novo comercial a Coca Cola afirma que dá gases?

Quais serão outras grandes empresas brasileiras que desaparecerão em breve?

Não precisa entender muito de negócios pra ver que a estrutura dessas empresas não vão suportar o tamanho dos cancelamentos que já ocorrem e ainda estão por vir. O mercado é cada vez mais dinâmico e exige agilidade na tomada de decisões. Processos jurássicos que engessam processos e gestores incapazes de enxergar o presente contribuem para a redução da importância dessas empresas. Quem olha para os filhos, sobrinhos ou netos com smartphones na mão mas não enxergam como são realizadas as interações só continuarão empregados até o final da próxima década.

E você? Já se preparou para o que vem por ai?

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