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Carros não perdem valor ao sair da concessionária

Carros não perdem valor ao sair da concessionária. Entenda porquê

Sabe aquelas frases ditas exaustivamente que as pessoas acabam por repetir sem parar pra pensar? Afirmar que carro perdem valor no minuto que atravessam a porta da concessionária é uma delas.
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Esta sentença foi repetida tantas vezes que praticamente virou verdade. Mas, ao contrário do que se pensa, carros não perdem valor ao sair da concessionária. O que perdeu valor de fato foi a falta de comunicação mais clara entre comprador e vendedor. O exemplo reflete a mentalidade geral incontestada na cultura geral do povo brasileiro. A tendência ainda é a de se desvalorizar uma das partes mais importante da economia do país: o setor de serviços.

Poucos param para pensar nos itens envolvidos na compra de carros em concessionárias ou lojas. Não se pensa no aluguel do espaço, nas contas de água e luz, no ar condicionado e menos ainda na pessoa servindo atrás do balcão. Todas essas amenidades, principalmente atendentes, estão ali presentes para a comodidade do cliente. Mas essas presenças são claramente ignorada nos números apresentados no papel.

Em um país onde serviços não são tratados como emprego, mas como mera obrigação, é mais fácil para empresas apresentarem esse trabalho como cortesia. Sendo assim, como a maioria dos compradores só dá valor aos bens, acaba-se por majorar os preços do produto e esconder o atendimento prestado. Se o papel demonstrasse quanto o automóvel de fato vale, ficaria muito mais fácil entender porquê a primeira frase não reflete a realidade.

Quando o carro sai da porta da concessionária, certamente não leva o vendedor, o pessoal do cafezinho e limpeza. Serviço não é mensurável com réguas, balanças ou galões.  Isso ajuda a demonstrar também porque o caminho das vendas online é a principal opção do corte de custos e oferecimento de produtos com preço mais em conta. Um robô presta o serviço sem muitos custos envolvidos, aumenta a velocidade e lucratividade das vendas, aumentando os “descontos” nos preços.

Valorizando serviços

O carro é um produto que não perde valor após atravessar a cancela… o valor do bem permanece exatamente igual. Está relacionado ao custo de produção, logística e retorno de investimento, entre outros números chave. Já o serviço, uma vez prestado, deixa de existir. Vira experiência. Com a informação clara, percebe-se que o automóvel não muda de valor instantaneamente. O que acaba é o atendimento, um investimento impossível de ser repassado ao futuro comprador do bem. Usando uma analogia simples, ninguém revende as aulas que o filho teve na escola particular, diferente de livros e uniformes.

Aprender a separar produto e serviço é um exercício que deve começar a ser praticado. É preciso desapegar de diversos mantras e quebrar uma série de paradigmas. A maioria das profissões hoje e no futuro serão baseadas nos serviços. Embutir valores de profissionais nos produtos certamente não é melhor prática. Empresas inovadoras sabem disso e fazem questão de valorizar quem atende. Demonstram o valor do seu serviço, que apesar de cortês nunca deve ser mera cortesia.

A POKT enxerga a criação e valorização de serviços como chave no desenvolvimento de seus projetos de arquitetura. A empresa também criou o AppRaiser, metodologia que combate a especulação imobiliária pensando em assuntos relacionados como o desse texto. O site vai demonstrar aos poucos o que é serviço e o que é produto na construção civil. Ao separar os dois itens vai conseguir ajudar pessoas comuns a ter informações na hora de negociar imóveis.

Assim como carros não perdem valor ao sair da concessionaria, como sua empresa enxerga os seus próprios serviços e de outros?

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